4 Anos depois
P.O.V Melissa
Ir na faculdade era um saco, mas minha mãe sonhava que eu tivesse um diploma. Mas pensamos pelo lado positivo, minhas amigas cursava junto comigo. As vezes eu fico pensando, porque eu não poderia apenas ficar na minha e não estudar? Estão me julgando? Sei que estão, mas esperem ou experimentem estudar direito. Isso mesmo direito, minha mãe nunca me obrigou a nada, muito menos proibiu de algo mas dessa vez ela queria que uma vez na vida, eu fizesse a vontade do meu pai. Quero dizer acho que todos temos certeza que se meu pai estivesse vivo, essas tatuagens não existira. Sim eu tenho muitas! Enfim, diz minha mãe que meu pai sonhava que eu fosse uma advogada, isso ela sabe que não vai rolar mas pelo menos o diploma né. Na verdade ela fazia mais isso pelos meus avós paternos que depois de anos, resolveu pegar no pé da minha mãe. Depois que eu terminar isso, vou viver minha vida da forma que eu quiser, temos o dinheiro o suficiente para isso, mas minha mãe não acha assim tanto que ela trabalha. Ela tem uma grife muito famosa, não só no Canadá mas por todo o mundo. Resolvi tomar coragem e me arrumar para a faculdade, peguei minha bolsa e meus pertences. Peguei meus óculos e desci as escadas.
-Boa tarde né. - Minha mãe me olhou, enquanto falava no celular.
-Que bobinha a senhora hein. Hoje não estou atrasada ta?! - Sorri dando um beijo em sua bochecha.
-Não demore hoje, tenho que conversar com você. - Ela mordeu um pedaço de pão.
A ultima vez que ela falou assim, descobri que meus avós paternos eram vivos. Mas talvez pode ser uma noticia boa né? Nunca se sabe...
-Pode deixar mãe. - Dei tchau e sai indo para a garagem.
Peguei meu carro indo rumo a faculdade, eu andava tranquilamente pelas ruas do Canadá. Aqui era tranquilo demais, quer dizer em vista de outras cidades. Mas aqui ninguém era santo como todos pensavam, na verdade eu acho que aqui é o lugar que mais existe piranhas no mundo. É uma querendo o macho da outra, eu sei que no mundo não vai ter homem para todas, mas já roubar os das outras é foda. Cheguei no estacionamento da faculdade, vendo aquele povo para lá e para cá. Entrei no inferno chamado faculdade a procura das minhas duas loucas favorita.
-Procurando por alguém? - Jas ''pulou'' em mim.
-Ai que susto! - Coloquei a mão no peito.
-Anda devendo senhorita Ferraz? - Cait falou desafiadora.
-Não. - Ri. -Mas vocês talvez sim.
-Ta louca? - Jas me olhou confusa.
-Não acredito, esqueceram do meu aniversário? A festa mais badalada de todos os anos? - Falei gesticulando.
-Como esquecer? - Cait se animou.
-Isso me faz lembrar da sua festa dos 15, foi tão boa. - Jas pareceu pensar.
-Foi boa para todas né! Melissa pegou o seu sonho Justin, Jas pegou o Ryan e eu peguei o maravilhoso do Chaz. - Cait bateu palminhas.
-Pena que depois eles mudaram né? Será por onde eles andam? - Jasmine abriu a porta para entrarmos na sala.
-Eu tenho foto com eles, mas contato não mais. - Dei de ombros.
-Eu poderia facilmente responder essa pergunta a vocês, mas meu irmão vulgo Chris não fala nada para nossos pais. Só sei que eles estão em Los Angeles. - Cait falou.
-Estranho né, todos eles se mudaram. - Jasmine falou.
-Do nada, eles se mudaram em tão pouco tempo. Como será que eles estão? - Perguntei olhando para Cait.
-Ah eu tenho uma foto que Chris, tirou com Justin e Ryan. Ele me enviou a alguns meses atrás. Vamos lá em casa que eu mostro para vocês. - Cait nos olhou.
-Eu até queria mesmo, mas hoje minha mãe falou que tem algo importante para falar comigo.
-Desde quando sua mãe te proíbe de algo? - Jas disse indignada.
-Ela não me proibiu, só falou para mim não chegar tarde. Prefiro chegar mais cedo hoje. Ainda é quarta meninas, temos muito o que se divertir ainda. - Rimos.
E infelizmente as aulas começaram, sem hora para intervalo ou algo do tipo. Apenas sentar a bunda nessa cadeira e ficar ouvindo esse povo tagarelar, eu não preciso saber as leis para um bandido, ou qualquer outra. O professor começou a falar enquanto lia a apostila em suas mãos. Foi ai que eu comecei a viajar no tempo, Jas havia me lembrado de um fato bem importante! Minha festa dos 15, eu era tão inocente naquela época mas mesmo assim era apaixonada por ele. Ele me beijou, sabendo que eu era bem mais nova que ele quer dizer hoje não vemos tanta diferença, mas naquela época... Ele e seus amigos eram tão legais comigo e as meninas, será como eles estão? Será que continuam assim ainda? Se eu mudei, de loira fui para morena, de braços e pernas lisas fui para vários desenhos em meu corpo. Imagina eles?
-Quer ficar mais na faculdade? - Cait perguntou, me despertando.
-O que? - Falei sem entender.
-Acabou a aula pamonha. - Jas riu. -Bora almoçar, depois você vai para casa.
Ah minha mãe a essa hora não estava em casa, então ir almoçar com minhas amigas não seria nada mal, peguei minhas coisas e saímos daquele lugar. Paramos em um restaurante que tem uma ótima comida, descemos e fizemos nossos pedidos.
-Já tem em mente o que vai fazer no seu aniversário? - Cait deu uma garfada em sua comida.
-Não. - Suspirei. -Faz tempo que não faço festas grandes assim, desacostumei.
-Ah não seja por isso, vamos te ajudar em tudo! Melhores amigas existem para que? - Cait riu.
-Então vamos resolver tudo isso, lista de convidados, comida... - Falei.
-Bebida, Dj. - Jas falou.
-Então vamos resolver tudo isso, lista de convidados, comida... - Falei.
-Bebida, Dj. - Jas falou.
E assim continuou a nossa tarde, era ótimos ter amigas como elas. Fazia qualquer problema desaparecer, com suas besteiras e bobeiras.
P.O.V Justin
Eu fico impressionada como essa casa acorda bagunçada! Esse cuzões fazem festas, mas não pensam em contratar ninguém no outro dia. Fui pisando em coisas não identificadas por mim, no chão e fui tirando o resto de pessoas que ainda continuava na minha casa.
-Arr que nojo. - Falei quando pisei em uma camisinha.
-O que foi cara? - Ryan apareceu pela porta da piscina, me olhando.
-O que foi? Vocês pensam em fazer festas, pensam em tudo não é mesmo? - Olhei para ele, mostrando a bagunça.
-Num é?! Cara essa festa foi foda! - Ryan falou se orgulhando de seu ''trabalho''.
-Foi mesmo. - Sorri malicioso. -Mas não é isso, estou falando dessa bagunça toda. Tinha gente ainda dormindo aqui, tem camisinha no chão. Usada!
-Vou resolver isso. - Ryan saiu, pegando seu celular provavelmente contratar alguém para limpar.
O que me restava era tentar achar algo para tirar essa ressaca e fome. Fui na geladeira e peguei um suco qualquer, juntamente com um biscoito. Me sentei na bancada e comecei a comer, brisando... Ontem eu fiquei louco, não sabia quais tipos de droga eu havia usado, bebidas chegou numa certa hora que estava como refrigerante ou melhor água. Eu bebia com gosto, nada estava mais queimando minha garganta. Perdi as contas de quantas vezes gozei, ah eu amo essa vida, o foda é o outro dia. Enjoo, dor de cabeça, tudo isso em apenas de manhã.
-Justin! Resolvi, as empregadas irão chegar aqui em cinco minutos. - Ryan falou bebendo um pouco do suco na jarra.
-Filho da mãe, tem copo ali. - Revirei os olhos. -Que bom que elas vão chegar, detesto coisas que ficam fora do meu controle.
-Devia limpar então. - Ryan riu.
-Ta muito abusado hein, cuidado para não acordar com a boca cheia de formiga. - Ri desci da bancada.
Estava pronto para voltar para minha cama e dormi até amanhã, mas a porta foi aberta. Até então pensei que era a empregada, mas ai apareceu sua imagem de espanto e sua cara de negação para mim. Merda!
-Justin Drew Bieber, que bagunça é essa? - Dona Pattie me olhou.
-Mãe! Não grita estou com dor de cabeça. - Revirei os olhos. -Quantas vezes vai ser preciso eu falar para a senhora não vim aqui?
-E tampar meus olhos? Você acha que eu não sei o que rola aqui? Mas pelo menos higiene né meu filho! Eu sabia, sabia que eu teria que vim aqui antes te avisar. Se não você iria estragar tudo. - Minha mãe fechou a porta da casa, colocando a mão na cabeça.
-Mãe foi mau, mas não foi culpa minha. Foi do Ryan. - Apontei para ele que apareceu, olhando espantado para minha mãe.
-Os dois, sentados no sofá. Preciso conversar com vocês.
Eu podia ser a porra mais louca que existia, mas quando minha mãe falava eu simplesmente obedecia. A única mulher que eu obedecia, na vida!
-Fala tia, o que é tão importante assim? - Ryan coçou a cabeça.
-Vocês lembram dos seus amigos do Canadá, certo? - Falou, fazendo eu e Ryan concordar. -Então tem uma amiga de vocês que virá passar alguns dias aqui, junto com sua mãe. Juliana vai abrir uma nova loja aqui. - Explicou.
-Ah mãe, não me leva a mau não. Mas gente estranha na minha casa não. - Falei sabendo que iria rolar contradição.
-Gente estranha Bieber? Ela era sua amiga, de infância você foi príncipe da menina. - Minha mãe falou me olhando.
-Ta mãe, só que a nossa vida mudou. Esse pessoal deve ser tudo certinho, vai que eles reparam algo deferente? - Falei já sem paciência.
-Justin... -Suspirou. -Elas vão vir passar aqui em casa sim! Ouviu? E vocês vão se comportar perfeitamente com a menina, a mãe dela também é um amor. - Nos olhou e saiu andando, sei la para onde.
Porra minha mãe me estressa, essa mulher pelo que eu percebi tem grana. Qual o problema dela pagar um hotel? Agora minha casa vai virar um, que merda! Eu vou fazer esse povo tudo ralar lá de casa, eles não vão aguentar um dia.
P.O.V Melissa
-Como assim mãe? Eu não posso ir assim do nada, para Los Angeles. - Falei tentando convencer ela.
Advinha a nova da dona Juliana? Ir com ela para Los Angeles, para abrir sua nova loja e visitar uns amigos dela. Não não não, ela só pode estar pirada.
-Filha você sabe que a mamãe, nunca te pediu nada. Mas dessa vez eu vou ter que te pedir, não custa nada e pensa comigo... - Me olhou.
-Fala mãe. - Dei passagem.
-Ficaremos uma semana lá, ou seja sem faculdade. - Falou me olhando esperando algo positivo.
Pensando bem... Não seria nada mal ficar em Los Angeles, uma cidade bem badalada e agitada.
-Ta! Eu vou. - Me dei por vencida.
-Ah por isso que eu te amo. - Pulou em mim, enchendo minhas bochechas de beijos.
Minha mãe me teve muito nova, então ela não tem lá aquelas mentalidades. Então ela parecia uma amiga mesmo, Cait e Jas amava conversar com ela pois ela é divertida e animada. Ou seja uma verdadeira adolescente.
-Partimos amanhã querida, arrume as suas malas. - Me largou subindo as escadas.
Diz ela que essa amiga tem um filho, mas não lembra o nome, idade nada. Ou seja eu vou para casa de um estranho, não fazendo nem idade se é um estuprador ou não. Minha mãe é louca, acabei de crer. E agora eu tenho que arrumar as malas para uma semana, tenho que... Afinal que horas vamos partir? Fui atras da minha mãe, para tirar minhas duvidas.
-Mãe? - Chamei por ela.
-Oi querida. - Apareceu de pijama.
-Que horas vamos partir amanhã?
-Uma da tarde. - Falou se cobrindo.
-O que? Mãe como a senhora só me avisa isso agora? Vou ter que acordar bem cedo, para arrumar tudo. - Disse indignada.
-Ah eu te ajudo meu amor, agora se você tem que acordar cedo por que não vem dormi? - Deu espaço na cama para mim.
-Chata. - Rimos e deitei ao seu lado, a abraçando.
Minha mãe era doida, mas tudo que ela fez era e é para me ver feliz. Tudo que ela pensa é em mim, as vezes acho que ela se sente culpado por mim não ter um pai, mas não é culpa dela. Tudo que ela pode fazer ela faz, as vezes não está no alcance dela mas ela faz está! Me aconcheguei do seu lado e ficamos abraçadas, como eu amava ela.
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Continua...
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